#014 Que morram seus pais, que morra você, e que morram seus filhos
Diz uma lenda que um homem com boas posses, com seus pais e filhos saudáveis, e com um casamento feliz, pediu que um monge fosse até a sua casa para escrever palavras de sorte que ficariam exibidas num pergaminho. O monge era muito famoso na região e aceitou o pedido. Estando lá, e observando a inabalável harmonia dentro da vida do anfitrião, o monge sem hesitar escreveu com sua refinada caligrafia:
“Que morram seus pais, que morra você, e que morram seus filhos!”
Muito feliz com a bênção recebida das mãos do monge, o homem agradece!
Sejam mais uma vez bem-vindos ao 108 Pétalas, a sua sorte contra o trivial.
Quinta-feira - 25/02/2021 - tivemos um Colóquio com o Mestre Sênior Julio Camacho, e como o nome sugere tivemos uma conversa onde muitas perguntas foram feitas por nós e respondidas pelo mestre. Colóquio é o nome escolhido desta programação interna que é descontraída e ao mesmo tempo desfaz possíveis ambiguidades, além de abrir luzes para novas ideias.
Vou falar nas próximas linhas da resposta que obtive e de como outras ideias se beneficiam disso diretamente.
Usar caixa alta (caps lock, se você é dado a falar difícil.), interromper uma chamada telefônica para falar algo corriqueiro; fazer barulho durante a madrugada na vizinhança; oferecer meio copo de água, todas essas práticas não costumam ser bem vistas por nós aqui no Brasil. Já se perguntou quais coisas não seriam bem vistas em outras partes do mundo e por quê?
O texto tem potencial para durar algumas páginas falando sobre o assunto, penso que mais umas dez linhas já está ótimo.
Anos atrás, mestre Julio Camacho foi convidado a ministrar um seminário dentro de uma empresa petrolífera norueguesa sobre etiqueta chinesa. O motivo era que a empresa norueguesa iria unir forças com a estatal chinesa, que obviamente trabalhariam dentro da mesma sede que os noruegueses no Brasil, mais que isso, seria reformado um andar inteiro como um presente de boas vindas; o andar era o décimo quarto.
Durante o seminário, em Inglês, para o grupo formado por noruegueses e dinamarqueses, mestre Julio Camacho observou que o número de pessoas na sala era 14, pois era voltado para os líderes locais (falando simplificadamente).
O numeral 1 tem som igual a “eu desejo” e o numeral 4 tem som igual a “morte”, quando somados ganham um resultado diferente: “Desejo que você morra!”
Graças a essa informação que chegou antes do início da reforma, uma gafe foi evitada junto com o numeral 14, gigante e estilizado na entrada do andar.
Hoje eu fico por aqui, tendo passado a vocês uma “bênção e uma maldição”, aguardo você na próxima!


