#012 Encha as velas, Favonius.


 

Recentemente em uma das entrevistas de 2021, você também vai ouvir: “Bom, você me fez uma pergunta difícil de responder; se eu não tivesse seguido a carreira marcial, que carreira eu teria seguido?” Após ouvir essa resposta que vem com outra pergunta é difícil não olhar através das coisas e se perguntar o mesmo para uma série de coisas.




O Norte

Entrego à sorte

 

A Este

O Paraíso

Azul celeste

Pálido friso

Bordado a sombras

 

A Oeste

Rubro averno

Raios em riste

Fogo eterno

Halo de bombas

 

O Sul

Distante azul

 

Oriente

Ciclo cumprido

Paz jacente

Dia vivido

Éden de rendas

 

Ocaso

Paixão de adeus

Hino a Parnaso

Vibrares sanguíneos

Érebo e sendas

 

No centro eu

Rosa dos ventos

Desnorteada

 

No gineceu

Dos meus lamentos

Desorientada

 

 

“Teresa Teixeira”

 

Sejam mais uma vez muito bem-vindos ao 108 Pétalas, seu biruta periódico inflado com o Vento Zéfiro que sopra o trivial para longe. Podemos escolher o próprio destino? Basta só escolher e pronto? A pergunta talvez não seja tão fácil de responder, ou tão rápida, e certamente gente mais abalizada do pensar já se debruçou sobre isso com mais afinco e qualidade que eu. Talvez um dia eu fale apenas sobre isso. E quando além do seu destino você direciona outras pessoas a conhecerem os seus próprios destinos? Se pensou que isso é trabalho de mestre, eu não sei se está certo, concordo. Hoje foi só mais uma introdução, mas aguardo vocês em breve para a continuação desta entrevista com áudio.  

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